Lauro de Freitas, 20 de maio de 2012

Eventos    
Celebração do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Sex, 20 de Janeiro de 2012 15:51
 

Um concerto da Orkestra Rumpilezz, sob o comando do maestro Letieres Leite, agraciará os participantes da celebração do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que acontece neste sábado (21/01), no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a partir das 9h. O evento, que é parte do projeto “Unidos Contra a Intolerância Religiosa”, uma iniciativa da Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador, em parceria com o Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup) e a União de Negros pela Igualdade (Unegro), homenageia o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, também conhecido como Roça do Ventura, pela luta que vem travando contra a intolerância religiosa.

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A Roça do Ventura, de tradição jeje-mahi, é um dos mais antigos terreiros de candomblé do país. Situado no município de Cachoeira, a 110 km de Salvador, o terreiro enfrenta, desde 2010, uma batalha contra a invasão das suas terras. Em setembro daquele ano, um empresário que alega ter posse de parte da propriedade, ordenou que máquinas “limpassem” o terreno, destruindo árvores centenárias e sítios sagrados para os cultos religiosos. “A luta que a Roça do Ventura vem travando, com apoio dos ministérios públicos estadual e federal, e de entidades da sociedade civil, se tornou um novo ícone do combate à intolerância religiosa. Por isso, achamos mais do que justa esta homenagem”, destaca a ouvidora-geral da Câmara, vereadora Olívia Santana (PCdoB), responsável pelo tributo.  

Além da cerimônia, o projeto, que conta com o apoio do Governo do Estado, da Fundação Cultural Palmares, dos ministérios públicos Estadual (MP-BA) e Federal (MPF-BA), e da Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro (Fenacab), lançou na última semana, uma campanha publicitária com o objetivo de promover o respeito à diversidade religiosa. Com o tema “Respeito às Diferenças”, a campanha está sendo veiculada através de outdoors, de chamadas em emissoras de rádio e de sites de notícia, além das redes sociais. “Precisamos fazer com que cada vez mais pessoas tenham acesso a esta questão e reflitam sobre a intolerância religiosa. Vivemos em um Estado laico e precisamos fazer valer o direito à liberdade religiosa. Acreditamos que, com a campanha, damos mais um passo neste sentido”, avaliou Olívia.

Homenagens

Também serão homenageados na cerimônia os quatro personagens que cederam as suas imagens e vozes para o projeto. A yalorixá Mãe Stella de Oxóssi, o médium e líder espírita José Medrado, o padre Gaspar Sadoc e o pastor Djalma Torres receberão os agradecimentos dos realizadores do projeto pela participação na campanha, onde representaram e confraternizaram as distintas matrizes religiosas.

Olívia Santana é autora do Projeto de Lei que instituiu o 21 de janeiro, como Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, na forma da Lei 6.464/04. A iniciativa serviu de inspiração para a Lei 11.635/07, de autoria do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, instituindo a data como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e incluindo-a no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.

O dia 21 de janeiro marca a passagem da morte da yalorixá Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda. A líder religiosa passou por uma série de complicações após ter sido atacada pelo jornal Folha Universal, da Igreja Universal do Reino de Deus, no ano de 1999, vindo a falecer no ano seguinte. Na matéria, a yalorixá foi tratada como “charlatã” e “macumbeira”. Após o ocorrido, a família da vítima encampou uma luta jurídica em busca de punição para os culpados, obtendo êxitos e enfrentando alguns revezes, como a redução do valor inicialmente fixado para a indenização. O caso se tornou um emblema da luta contra a intolerância religiosa.



Celebração do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Promoção: Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador, Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup) e União de Negros pela Igualdade (Unegro);

Apoio: Governo do Estado da Bahia, Fundação Cultural Palmares - Ministério da Cultura, Ministério Público Estadual (MP-BA), Ministério Público Federal (MPF-BA) e Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro (Fenacab);

Quando: Sábado (21/01), às 9h;

Onde: Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia. Rua Augusto Viana, s/n, Canela;

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Comentários 

 
+1 #1 Rodrigo Pestana F 23-01-2012 08:24
Pode-se dizer que o nome do evento é "Celebração de aceitem o candomblé"
Na realidade a intolerância religioso não existe, o que existe é um racismo por parte dos lideres de terreiros e a preocupação deles pela migração de inúmeros devotos para as Igrejas evangélicas. Eu nunca vi ninguém sendo expulso ou agredido aqui no Brasil por praticar uma religião ou outra. alguém viu?
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